Atenção especial final de ano, viagens e outros fatores

29 de Outubro de 2026

A Organização Mundial da Saúde (OMS), através de um levantamento que usou dados de mais de 60 organizações e agências de saúde globais, notou uma tendência mundial, aumento de casos de 13 doenças transmissíveis, entre elas (sarampo, gripe, tuberculose, dengue, rubéola e poliomielite, entre outras). Estas doenças chamaram a atenção, porque a queda na cobertura vacinal delas, mostrou a volta destas doenças, que já estavam controladas e até erradicadas em certas regiões, e que comparações entre período, pré e pós pandemia, mostrou um retorno destas, e o provável fator mais relevante, foi a perda da percepção do risco destas enfermidades, pelas famílias, porque a imunização foi eficiente para o controle destas doenças, justamente pelo sucesso das vacinas, elas não “sumiram”, e com isso as famílias não veem a doença no dia a dia, e acham que elas não representam mais um risco. Os agentes causadores destas enfermidades, continuam circulando, porém em níveis muito baixos, com a população vacinada, não há risco de ocorrer a doença em nível de perda do controle, além de pequenos surtos localizados, o que facilmente podem ser controlados. Apenas aqueles susceptíveis podem ficar doentes, por ainda não estarem na faixa etária para serem vacinados, ou estarem imunocomprometidos, por algum tratamento imunossupressor, ou imunossenescência ou ainda alguma patologia ou síndrome que prejudiquem a performance do sistema imune. No Brasil notamos a cobertura da BCG, que foi de 95% em 2018, cair para menos de 70% em 2021, a poliomielite tinha quase 90% de cobertura em 2018, e caiu abaixo de 70% em 2021.

 

Quem está saindo de viagem neste período, deve dentro do possível, procurar ajuda para conhecer a necessidade de atualizar a proteção com as vacinas mais atualizadas, disponíveis no mercado, e que geralmente, estão disponíveis nas clínicas privadas. Atenção especial aos locais onde podem ter ocorrido desastres naturais, que levaram a mudanças que colocaram seus habitantes locais, a serem expostos a certos agentes, o grande exemplo, foi o Rio Grande do Sul, quem se deslocará a esta região ou recebe parentes e amigos de lá deve se proteger de doenças como hepatite A, tétano, dengue ou febre amarela, já que o acúmulo de água pode facilitar a transmissão.

Outra preocupação, o aumento dos casos de sarampo, coqueluche, rubéola e gripe (influenza), já que hoje é muito rápido o deslocamento a grandes distâncias, com a malha aérea atual, facilitando as viagens. Os conflitos armados, também representam uma atenção especial, Ucrânia, Oriente Médio, e outros, há graves estragos na estrutura básica destas regiões, fornecimento de energia, água potável, comunicações e migrações, criam situações que podem comprometer o ambiente e facilitar surtos.

Não podemos esquecer eventos que atraem multidões, tais como, Jogos Olímpicos, outros eventos esportivos, festividades religiosas, e outros. Afinal doenças como tétano e coqueluche, mesmo que a pessoa tenha tido a doença, deve se vacinar ao longo da vida, pois não há proteção eficiente durante mais de 10 anos, destas doenças, e os calendários vacinais dos países ao redor do mundo variam muito conforme a epidemiologia de cada região, e de acordo com seus costumes.

Portanto é melhor prevenir que remediar, VACINA é para todos, do nascimento aos 100 anos, todos precisam de proteger.