Como imunizar os adultos

07 de Julho de 2026

Os calendários vacinais no Brasil, existem em todo o território, desde 1973, começaram com as crianças, e com o tempo foram incorporando, todas as faixas etárias e grupos especiais. No caso dos adultos, geralmente já passaram pela infância, aí este grupo tem que receber um olhar individualizado, já que tiveram doenças onde não existiam certas vacinas, outras que receberam, podem ter hoje calendários atualizados, portanto, reforços e novas vacinas mais atualizadas podem ser utilizadas.

A princípio a vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche) precisa de reforços a cada 10 anos, porque, tanto a coqueluche como o tétano, não apresentam anticorpos circulantes 10 anos após a vacinação, nem mesmo se a pessoa teve qualquer uma destas 2 doenças, sugerimos a vacina acelular, por que tende a apresentar menos efeitos locais pós aplicação, inclusive é a vacina escolhida para proteger as mães, que podem ser vacinadas em toda gestação, e transmitir ao RN, anticorpos que protegerão este bebê, pelo menos após o nascimento por 1 ano, este procedimento, é denominado imunização passiva, porque este bebê não sabe ainda, se defender pelo próprio sistema imunológico, o que ocorrerá quando ele inicia sua vacinação, aí sim, ele consegue se defender produzindo seus próprios anticorpos, através do processo de imunização ativa (vacinas).

A vacina pneumocócica conjugada (VPC10, VPC13, VPC15 ou VPC20), contra os pneumococos, que podem provocar doenças pneumocócicas invasivas (pneumonias, meningites e sépsis) e também doenças pneumocócicas de mucosas (otites, pneumonias e outras). Estas vacinas foram introduzidas no Brasil em 2010, portanto, muitos adultos não receberam estas quando crianças.

As vacinas virais (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) combinadas, também são importantes, e muitos adultos podem ter tido estas doenças, mas dependendo da idade, podem receber reforços, porque com a idade, conviveram com seus filhos e netos, e podem vir a ter estas doenças, que muitas vezes, fogem das características sintomáticas nas crianças, dificultando o diagnóstico.

A vacina contra o HPV também faz parte das vacinas indicadas aos adultos que podem não ter se vacinado durante a infância ou adolescência.

A vacina contra as hepatites A e B, merecem atenção, pela importância que estas doenças tem em provocar câncer de fígado, e pelo tipo de transmissão, a hepatite A por água contaminada, e a hepatite B, por material contaminado com sangue e outros líquidos corporais ou através do sexo.

As vacinas meningocócicas (ACWY) e B, doenças meningocócicas invasivas, transmitidas por adultos jovens através da transmissão aérea, e que depois podem ser repassadas aos bebês e idosos. Lembrando que a ACWY precisa de reforços a cada 5 anos, depois da vacinação das crianças.

A vacina contra a Febre Amarela, para uma boa proteção, necessita de 2 doses durante a vida, inclusive para controle dos viajantes internacionais.

Vacinas contra a Dengue e Herpes zooster, também são utilizadas nos adultos e devem receber 2 doses, para uma boa proteção, ainda não tem indicação para reforços, por que são vacinas mais novas e ainda necessitam de estudos ao longo do tempo, para saber da necessidade de reforços.

Vacina contra VSR (vírus sincicial respiratório), também são bem recentes são importantes e necessitam de estudos para determinar necessidade de reforços.

Finalmente chegamos a vacinas da gripe (influenza) e COVID, são vacinas que necessitam de doses anuais ou periódicas, para uma boa proteção, e de transmissão aérea.

Enfim sempre devemos lembrar que muitos adultos convivem com doenças crônicas, e que podem alterar a imunidade, criando situações especiais que devem ser acompanhadas pelos seus médicos para controle de reforço ou uso de vacinas especiais para estes casos.